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NOTÍCIA

06/04/2017

Tu és o quê, Pedrão?

MINHA HOMENAGEM AO HOMEM DA LUA


NELSON CILO

 

Posso jurar aos leitores que não tenho palavras para interpretar a inventiva sabedoria do professor, escritor e colunista deste jornal, Pedro Mercadante Leite do Canto, que ficou mais novinho nesta quarta-feira (5). Um dia, escrevi sobre isso e falo de novo: há quem nunca envelheça. O bom Pedrão é um cara que se renova no calendário anual dos ilustres desta cidade. É como se o relógio girasse ao contrário na lucidez de um garoto de quase 90 comemorações na trajetória valorizada nas mensagens literárias de um autor bem criativo.

Reparem: o intérprete das estrelas não perde a mania de chorar na hora de solidarizar-se às dores humanas que machucam e ferem os emotivos de alma e coração. Ainda não sacaram?  Então, notem nos livros do meu preferido no EscritaAssis. Um dia, fui lá e percebi que o mocinho põe até a lua na palma das mãos para ver as luzes iluminarem os teus pés.  

Meu amigo do peito: não recues nem desistas. Não pares de caminhar na longa estrada que te conduz na rota das misteriosas interrogações. Não esqueças: a batalha é dos fortes. É só dos valentes que não temem os vendavais. Que não fraquejam no alto das montanhas. Afinal, Pedrão, tu és igual à rocha que não se quebra no meio das tempestades.

Ao encerrar este breve recado ao incomparável mestre de Latin lá no antiquíssimo Instituto de Educação da Rua Luiz Pizza, transcrevo um dos versos de Manuel Bandeira que citastes no inteligente prefácio da bela obra lançada pelo jornalista Daniel Pereira no Galpão Cultural. Me ajude. Tentarei me lembrar. Se não me engano, é mais ou menos assim...

“Cada manhã que nasce...

Eu saio pela vida...

Levo uma alma nova e um sorriso na face...

Sento vagamente que esse dia...

É o meu primeiro dia de existência”...

Epílogo: desculpe-me se não fui exato na transcrição. Isso não importa nem entra no contexto. A síntese de ópera, grande Pedrão, é que tu és e serás uma figura imortal na galeria dos mais nobres cultivadores da inteligência romântica. Que Deus ne os teus rastros. Sempre...     

            

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