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NOTÍCIA

19/04/2017

Bruxas ou fantasmas?

O direito ao trabalho é de livre arbítrio num país em que a crise nacional se prolifera


Bruxas ou fantasmas?

NELSON CILO

É apenas o começo da via crucis do prefeito José Fernandes. O lixo amontado a céu aberto em alguns pontos do município e o asfaltamento esburacado, além de outros abacaxis, compõem o triste cenário traduzido como implacável herança deixada ao atual chefe do Executivo de Assis. Haja batalha. Pois bem (ou mal): agora, o comandante da Corte topa mais um desafio - os ambulantes que, segundo consta, atuariam irregularmente na cidade.

Detalhe: o tema preencheu o tempo exato da prolongada reunião entre o comandante do Paço e diversas lideranças defensoras dos lojistas legalmente instalados aqui e ali. Seria algo tão injusto quanto desleal. É o que alegam. Como sou leigo em tudo na vida e não entendo nadinha do assunto – mas não gosto de ficar em cima do muro – vou emitir a minha sincera e desnecessária opinião. Eu acho, grande Zé, que o direito ao trabalho é de livre arbítrio num país em que a crise nacional se prolifera nas estatísticas relacionadas ao desemprego. Já são mais de 15 milhões de pobres coitados que perambulam nas portas das empresas e nas agências cadastradoras dos candidatos atrás das raríssimas vagas registradas em carteira.

Portanto, meu caro Zé, eu penso que não deve prevalecer a truculência na hora de resolver o impasse. Então, qual seria o castigo? Que os possíveis transgressores paguem, sim, os tributos previstos e se instalem nos lugares legalmente permitidos. Que se respeite as regras, mas que os rivais não sejam esculhambados nem conduzidos à guilhotina dos mais poderosos.

O primeiro debate se restringiu às eventuais medidas a serem tomadas. A dinamite permanece nas mãos e no colo do ágil piloto, que promete avaliar atentamente as imagens da batalha desigual para depois anunciar atitudes coerentes. Sei: é fundamental adotar posturas muito sensatas para solucionar os conflitos de interesses. No entanto, não seria correto se levar pelas pressões do lado mais forte, principalmente de Sua Alteza Nami Sabeh, o Rei da República de Assis. Ou Rei da Cocada? Apaguem. Ah, Zé: não perca o sono nem se ofereça aos pesadelos. Espante as bruxas e os fantasmas. Não estresse. Boa sorte...     

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