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NOTÍCIA

05/09/2016

Justiça do Rio manda reabrir CPI da Olimpíada

O funcionamento da comissão já foi interrompido pelo menos três vezes.


Justiça do Rio manda reabrir CPI da Olimpíada

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a reabertura da CPI da Olimpíada na Câmara de Vereadores da cidade. Num despacho de quinta-feira (1º), o juiz Eduardo Antonio Klausner, da 7ª Vara de Fazenda Pública, informa que a Câmara não vem cumprido uma decisão judicial sobre o funcionamento da comissão parlamentar de inquérito. Klausner determina a intimação do presidente da Casa, Jorge Felippe (PMDB), e manda a CPI ser reaberta em 24 horas.

A CPI da Olimpíada foi proposta pelo vereador Jefferson Moura (Rede). Tem como objetivo investigar os contratos da prefeitura para execução de obras olímpicas. Também devem ser apurados relações com empreiteiras citadas Operação Lava-Jato e a queda da Ciclovia Tim Maia.

O funcionamento da comissão já foi interrompido pelo menos três vezes. Vereadores de apoio e oposição ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, travam uma disputa política sobre os trabalhos e o funcionamento da CPI.

Moura defende que a CPI seja retomada e tenha um trabalho mais objetivo. Sua assessoria informou que ele pedirá a convocação dos principais responsáveis pelas obras para a realização da Olimpíada para depoimentos à comissão parlamentar.

Para o vereador, o real custo das obras olímpicas para o município não está claro. “Levantar o custo das contrapartidas nas PPPs [parcerias público-privadas] é fundamental", declarou. "É preciso ter clareza de como foram computados os empréstimos de R$ 4,3 bilhões junto ao BNDES para as obras de mobilidade urbana, bem como o volume total da renúncia fiscal concedida por conta da Olimpíada."

A Câmara de Vereadores do Rio foi procurada pelo UOL Esporte para comentar o despacho judicial. O órgão informou que ainda não foi notificado.

Em nota, a Câmara informou que não descumpriu nenhuma decisão judicial. Segundo o órgão, a CPI foi instalada no dia 3 de maio, já em cumprimento de uma decisão judicial. Posteriormente, os trabalhos foram suspensos por decisão do colegiado no plenário da Casa, devido ao questionamento acerca da composição da comissão. 

 

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